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O mundo digital e o relacionamento
Publicado em 02/10/08 às 19:36
O mundo digital não deve ser encarado como o mais barato e sim como o de melhor relação custo x benefício. Foto da notícia: Vinhos, bombons e saúde na Semana Gastronômica

Fonte: R.EPENSADORES // Por Luna Gutirres

O mundo digital começou a dar certo quando se entendeu que o seu ponto forte é manter as pessoas conectadas. Então estamos falando de relacionamento. Esta Conexão vai desde o conteúdo feito de indivíduo para indivíduo, sem necessariamente ter um interesse comercial. E as possibilidades de relacionamento que ele proporciona são tão fascinantes que podem nos deixar perplexos sem saber por onde começar. Pessoas com pessoas, clubes, ídolos e fãs, marcas com seus diversos públicos.

Já sabemos muita coisa sobre esta era digital e já conseguimos atuar com-clareza com estes recursos. O que parece que ainda não aprendemos é que, apesar de tudo que ele permite, ele não deve ser confundido com o mundo do amadorismo. Amadorismo este, que vai desde a geração de conteúdo sem relevância até produções que não despertam qualquer interesse do ponto de vista estético. O mundo digital não deve ser encarado como o mais barato e sim como o de melhor relação custo x benefício. Para entrar neste mundo com objetivos comerciais claros, e com a responsabilidade de expor uma marca, qualquer coisa que seja feita deve ser feita com profissionalismo, baseada em estudos, estratégia, sinergia, adequação e principalmente idéias.

Mas como entender o meio digital, ou melhor, o que posso fazer neste meio para fortalecer a minha marca, vender o meu produto ou estabelecer relacionamento com o meu público de interesse?

O melhor caminho, já se sabe, para entendê-lo é colocando o pé lá dentro, com a clareza de que este pensamento não se resume a e-mail e banner. É abrir-se para este mundo e gerar aprendizado a partir da atuação com ousadia e coragem.

Como já entendemos que relacionamento deve, necessariamente, se iniciar testando diferentes abordagens e com diferentes públicos, para se identificar o melhor modelo, no mundo digital isto pode ser feito com uma precisão cirúrgica sem precedentes, com a melhor relação custo x benefício. Mas o olhar ainda é de perplexidade, de espera. Enquanto as marcas que já aprenderam a utilizar o mundo digital estão proporcionando experiências interessantes a seus clientes e prospects e como conseqüência retornos imediatos de vendas ou fortalecendo suas imagens, parte do mercado ainda espera, não sabemos exatamente o que, para que alguém lhe apresente a fórmula do sucesso neste mundo.

Por mais que seja interessante e recomendável aprender a partir da experiência do outro, no mundo digital, como as possibilidades são infinitas, como cada marca tem o seu DNA, como a resposta sempre está no mercado e não em nossa imaginação (isto é que o torna fascinante) e também como ainda não temos histórico suficiente para se definir formatos consagrados, o aprendizado efetivo só se dá a partir da experiência de cada um. E como uma das características intrínsecas deste mundo é não se repetir (pelo menos por ora), a sua experiência também servirá só para impulsioná-lo a continuar investindo e buscando novas idéias e novas possibilidades. Desta forma, o convite é para "mudar de mente". Neste mundo não podemos atuar com os pensamentos consagrados. Até podemos a partir da experiência acumulada ter mais segurança para este aprendizado, mas tudo é diferente agora. E quanto mais tempo se demora em atuar neste mundo, mais o custo de entrada é alto e, às vezes,
proibitivo.

O mundo digitai também cobra o aprendizado. Sugiro começar pelo começo, mas com a aspiração de atuar da forma mais sofisticada e ousada que a marca permita.

O que te causa mais espanto? É este pipocar de possibilidades ou a insistência de grande parte do mercado de agir como sempre agiu, utilizando as mesmas fórmulas e esperando um resultado diferente? Os anunciantes devem cobrar de suas agências as novas idéias e para esta relação continuar saudável, estas agências devem cobrar de seus clientes uma abertura para receber estas novas idéias, e isto só é possível com uma nova cabeça dos dois lados.

Saiba mais sobre Luna Gutierres

Uma das profissionais mais respeitadas do mercado de marketing direto brasileiro, Luna é formada em Direilo e especializada em  marketing com MBA pelo IBMEC. Com mais de 20 anos de experiência no planejamento e implantação de programas de CRM - lead generation, venda direta, programas B2B e programas B2C -, Luna atuou como diretora de atendimento/planejamento e gerente geral de expressivas agências, tais como: GreyZest Direct (atual G2), Souía Aranha, Salem e Thompson (JWT). Atualmente é sócia, vicepresidente de atendimento e planejamento e direíora-geral da R.EPENSE Comunicação. É professora de CRM da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e do curso de especialização da ABEMD (Associação Brasileira de Marketing Direto). Atuou em dezenas de projetos de relacionamento, alguns deles pioneiros no Brasil, como o Siniles da Vang. Outras marcas que atendeu diretamente: Ache, AutoBan, America Online, AslraZeneca, Banco Itaú, BenQ. CVC, Dell, Bradesco, Ernbratel, EMC, Eli Lilly, Fundação Abrinq, Fundação Dom Cabral, Sliopping Iguatemi, Estadão, CM, Fã ber-Ca st ei l, Ferrosan, Hospital
Sírio Libanês. HSM, Intel, Leo Madeira, Melitta, Microsolt, Oracle, Organon, Pirelli, Piai Legrand, Renault, Senac e Symantec.

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